Espaço Platina: paisagismo nativo às margens da Radial Leste

Projetado para receber eventos e palestras, o Espaço Platina permite que as pessoas tenham contato com plantas nativas como jussara, taioba, carqueja, entre outras

O Espaço Platina, na Radial Leste, foi concebido pela Porte Engenharia e Urbanismo para abrigar eventos, palestras e outras atividades, tanto de cunho social, cultural e filantrópico quanto voltadas para assuntos corporativos, mercadológicos e de negócios.

Uma parte da área de 1.800 m² está ocupada com um trabalho de paisagismo que privilegia as plantas nativas, mais adaptadas ao clima e ao solo locais.

Foto: Vanessa de Sousa Fernandes

Usar plantas nativas – comestíveis e ornamentais – em projetos de paisagismo tem se mostrado uma tendência na cidade. O principal motivo é que essas plantas desapareceram da paisagem de São Paulo por causa da opção pelo uso de espécies estrangeiras. Porém, quando se usa nativas existe uma série de benefícios, como a atração da avifauna nativa, que acaba desaparecendo quando as plantas que os animais consomem também desaparecem, e a menor necessidade de uso de água na manutenção dos jardins, justamente pelo fato de as plantas já serem adaptadas ao clima.

Quem visita o Espaço Platina pode ter contato com plantas como Jussara, Língua de Tucano, Vassourinha, Taioba, Alecrim, Batata-doce entre outras. A sinalização colocada nos canteiros ajuda os visitantes a identificar cada uma delas e, assim, adquirir um maior repertório botânico.

O projeto de paisagismo foi desenvolvido pelo paisagista Nik Sabey, do Novas Árvores por aí, que tem feito um belo trabalho na cidade de São Paulo com o uso de plantas nativas e implantação de Jardins de Chuva, tecnologia para captar a o máximo possível de água: tanto a que cai do céu como a que escorre pelas ruas e calçadas.

Nik é um defensor da implantação desses jardins por toda a cidade:

“Toda a água que escorre pelo leito carroçável e é direcionada para as bocas de lobo poderia passar por jardins de chuva, onde uma grande parte fica retida, infiltra no solo, alimenta os lençóis freáticos e apenas o excedente segue seu curso até as partes mais baixas da cidade, que sofrem mais com as enchentes e alagamentos”.

Além desses ganhos, os canteiros são naturalmente irrigados e funcionam como um filtro para toda a sujeira que acaba sendo carregada pela água. Isso sem contar, é claro, que com mais jardins a cidade fica mais bonita e agradável, o que contribui para a qualidade de vida das pessoas.

Foto: Vanessa de Sousa Fernandes

A Porte diz que o paisagismo do edifício Vilela 652 também está sendo concebido com esse conceito de plantas nativas e que os jardins estão sendo projetados para captar uma grande quantidade de água de chuva e de descarte de drenos do subsolo. O Tatuapé e a cidade agradecem!

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